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About: Não devo dizer tudo aquilo que posso; não posso dizer tudo aquilo que devo.

«a cultura como generosidade do ser que se expande e comunica, do homem que se interroga e procura»

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Auto-retrato

Encontrei uma forma bela
De me dizer

Desgraciosa.

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Carlos Drummond de Andrade

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“Plural de “conflito”, que provém do latim, conflictu, e que significa “embate”, “choque dos que estão lutando”. Só que nunca afeta apenas os protagonistas da “luta”, “desavença”, “guerra”. Nos últimos dias, o “conflito” na Faixa de Gaza matou centenas de pessoas, certamente alheias às “contendas” antigas entre o Governo israelita e o Hamas e que nada tinham que ver com túneis, rockets ou Cúpulas de Ferro. Só queriam viver em paz. (…) Preocupante é a clareza com que o dicionário fala em “luta entre nações”, “conflito armado” e “conflito mundial”. No ano em que se assinala o centenário da Primeira Grande Guerra, parece que a humanidade aprendeu pouco. Continua a matar muito.” —Rita Pimenta (in Revista 2)

Boogarins - Doce

Fugir de onde os outros sempre vão
Pois o que li nos livros ou na mão
Não pode ser em vão

hotelquebec:

El Pintor hands.

(Fonte: olympiahall.com, via quandovieraprimavera)

Carta a Josefa, minha avó de José Saramago e interpretação de André Raposo.

(Fonte: acende-me, via joanadoscaracois)

Anónimo asked: desculpa.

Cito Gonçalo M. Tavares: «A ideia de perdão poderá assim ser vista como:
dependente de uma grande coragem de esquecimento de um indivíduo - a vítima - alguém perdoa porque é santo, ou

dependente de uma visão coletiva do Homem; Homem como algo que não se domina a si próprio, mesmo da pele para dentro. Visão, então, do Homem como caracterizado por uma mistura de fisiologia e circunstâncias, circunstâncias não exteriores a si, mas interiores.»

Mas, na verdade, não me recordo de precisar de perdoar alguém, de convocar essa coragem de esquecimento a que o autor alude. 

Luta.

A nossa capacidade de memorização consegue encaixar os mais incríveis objetos. Acumulamos atos falhados, arrependimentos e cenários pós-e se, tonalidades e texturas, tipos de sorrisos e olhares irrepetíveis ou incapazes de através da lente voltar a existir. Tralha que colocamos no fundo do armário, que empurramos com hercúlea força para longe da vista ficar. Ensacamos erros, disparates, viagens em vão que não nos levaram realmente a sítio algum. Gritamos: isso não aconteceu. Mas aconteceu. 

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